A caminho das 18 semanas de gestação eu ainda não informei minha equipe de trabalho sobre a novidade.

  • O que será que eu ouviria ,se eu os informasse que iria passar 6 meses em outro país estudando?
  • O que será que eu vou ouvir, ao dizer que vou passar 6 meses fora, de licença maternidade?

Não deveria ter impactos disintos, né? Nos dois casos, o tempo distante da equipe é o mesmo. Mas não é bem assim que as coisas são, na realidade.

Ainda vivemos sobre o impacto machista e patriarcal, herdado de uma sociedade, que não muito tempo atrás, não contratava mulheres casadas… nem mulheres com filhos.

Ficou-se então culturalmente estabelecido que mulheres grávidas e com filhos, perdem o foco e objetivo. Que ao se tornarem mães, as prioridades antes existentes devem ser substituídas – Mas com os “pais” não é assim?

Ok, normal que ao sentir o corpo mudar… vc se envolva diante daquela vida que está se formando em seu ventre. Mas a forma com que cada pessoa lidará com isso, deve ser levada a âmbito particular. Eu em especial não mudei meu comportamento, nem minhas relações profissionais e também não mudei os planos do curso de pós-graduação que estou fazendo.

Ideologias distintas é saudável que exista. A minha defende que filhos é de responsabilidade dos pais

(pai+mãe; pai+pai; mãe+mãe – obviamente que alguns casos a essa solução não se dê aos pares, mas esse é a visão generalizada) – Isso significa que a visão que uma empresa deve ter de uma mãe, deveria ser a mesma visão que a empresa tem de um pai!

Assim como a futura mãe terá que se dedicar aos filhos – levando ao médico, buscando da escola, etc…  O dever do pai, deve ser o mesmo*! Responsabilidade 50% / 50%.

É justo a forma com que a sociedade estabelece papéis e responsabilidades para as mãe/ futuras mães?

O que eu acho? Que se depender da sociedade, minha equipe continua sem o conhecimento da novidade: Que entre eles, existe uma futura mamãe!

 

*Defendo a licença paternidade ampliada.

 

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