Com 24 semanas, sinto o tempo passar de forma absurda! A minha cria está chutando cada dia mais forte e eu adoro. Esses dias ela estava quietinha e quando eu a chamei, com suave aperto na barriga, ela respondeu – o sorriso no meu rosto foi imediato.

Viver tudo isso está sendo realmente incrível! É novidade atrás de novidade e a cada dia, uma surpresa, uma nova informação… É tanto carinho, são tantos planos…. Quero que ela saiba daqui uns anos, como foi a expectativa e como tudo foi pensado com muito carinho.

Atualmente, tenho 30 anos e não me sinto com essa idade. Quando reflito e me vejo, ainda me considero um tanto “adolescente”. Se a idade é reflexo da alma, não quero envelhecer nunca!!!

Quem inventou que temos que envelhecer, ficar adultos e deixar de ser criança??? Quem impôs esse castigo para a sociedade???

…Imagino (e quero acreditar) que sejam jargões colocados para que vivamos como robôs, pré-programados, com mesmas atitudes, numa sociedade que define o que temos que ser.

O amadurecimento surge, conforme a vivência acontece. Ele é o conhecimento adquirido, em cada um dos momentos vividos. Amadurecer é natural… Ficar “adulto” não é! Amadurecer é a consequência de lições que aprendemos a cada dia…

O adulto é chato, tem obrigações sem sentido, não vê sua essência e só pensa em prover uma felicidade concreta e recheada de patrimônios (consegue imaginar o quanto cinza é ser “adulto”?).

Esse tal “adulto” que me refiro, não é aquele que se alcança por questões cronológicas e/ou metabólicas, mas por imposições não naturais.
Eu me considero uma “quase adulta” kkkkk. Afinal, a vida não é “cor-de-rosa”. Mas que essa reflexão seja boa para que a minha menininha faça o que seja necessário e que ela saiba exatamente qual a escolha que ela esteja fazendo.

Quero daqui alguns anos poder contemplar um lindo pôr do sol, na praia… Ouvindo um reggae e curtindo o som do mar e a textura da areia – ao lado da minha Luísa. Imagino até a cena… nós conversando, rindo, confidenciando novidades e pensamentos… debatendo sobre a vida. Nossa, como quero viver isso!

Creio que essa vontade também seja reflexo da minha mãe (também uma “quase adulta” kkkk). Acredito que a Luísa vai curtir muito essa avó. Tenho certeza que minha mãe não será uma avó tradicional. Certamente a educação será contemplada, mas não teremos tricô, bolos e doces… Mas eu aposto que a vovó estará conosco na praia e ao fechar os olhos, teremos 3 pontos de energia jovem, alegre, infantil… curtindo a mesma vibe…

Advertisements